VÍDEOS EM PEDRO KANE

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Arquivo do CitadinoKane: Posts antigos revisitados, música, livros & curiosidades.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tem português no samba: Luís Represas!

Escutar o CD "Navegar é Preciso" de Luís Represas é uma delícia!
O cantor e compositor português Luís Represas surpreende cantando o samba de Adoniran Barbosa "Apaga o fogo Mané", o sotaque lusitano dizendo: - O que Inez me fez não se faz...  Ficou impagável, bom mesmo!
Cabe aqui a observação, depois de Adoniran fazer esse samba, "Mané" virou sinônimo de otário....
A Inez saiu para fazer compras e manda o Mané acender o fogão e depois some, o Mané ficou desesperado e saiu procurando a Inez em todo lugar, quando retornou para casa tinha um bilhete perto do fogão, dizendo: - Pode apagar o fogo Mané(otário) que eu não volto mais...
A partir daí todo Mané no Brasil carrega essa gozação.
Além de suas composições, Represas canta Martinho da Vila (Viajando), Dorival Caymmi (Oração de Mãe Menininha), Herbert Viana (Meu Erro) e Paulinho da Viola (Sinal Fechado) um clássico da MPB.
A produção foi de Martinho da Vila e Marco Mazzola.
O CD saiu pelo selo MZA Music.
Maiores informações:
www.mzamusic.com.br
www.luisrepresas.com

Noite de Paixão!

Post de 14/03/2006, postado no Blog do Pedro Nelito.
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O Vieirinha de Marapanim, dublê de blogueiro, retira da internet uma declaração insólita e pede um espaço para compartilhar com os nossos amigos (que são muitos!):
"NOITE DE PAIXÃO

Satânico é meu pensamento a teu respeito e
ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão,
numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem...
A noite era quente e calma, eu estava em minha cama quando...
sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu,
sem o mínimo pudor.
Percebendo minha aparente indiferença,
aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos
até nos mais íntimos lugares... Eu adormeci.
Hoje, quando acordei,
procurei-te numa ânsia ardente,
mas em vão.
Deixaste em meu corpo
e no lençol provas irrefutáveis
do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo para,
na mesma cama, te esperar.
Quando chegares,
quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Não haverá parte do teu corpo
em que meus dedos não passarão.
Só descansarei quando vir sair
o sangue quente de teu corpo,
só assim, livrar-me-ei de ti,
carapana filho-de-uma-puta!!!"
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Glossário: Carapanã é o nome dado aos mosquitos sugadores de sangue, em outras regiões do Brasil é conhecido como muriçoca, pernilongo, sovela ou mosquito-prego.

domingo, 23 de maio de 2010

Para Refletir!

Post publicado no Blog do Pedro Nelito em 10/03/2006.
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"O que distingue o debate moderno sobre o conhecimento dos debates anteriores é o fato de a ciência moderna ter assumido a sua inserção no mundo mais profundamente do que qualquer outra forma de conhecimento anterior ou contemporânea: propôs-se não apenas compreender o mundo ou explicá-lo, mas também transformá-lo. Contudo, paradoxalmente, para maximizar a sua capacidade de transformar o mundo, pretendeu-se imune às transformações do mundo."
(Boaventura de Sousa Santos)

Elas Merecem

Post publicado no Blog do Pedro Nelito em 8/03/2006.
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Hoje é o dia das grandes homenagens, todos os dias são das mulheres...
A mãe, esposa, amiga, namorada...
Quantas injustiças e sofrimentos elas carregam na labuta diária, em um mundo que nega a sensibilidade e ternura tão comuns nas mulheres.
Mas, não vamos lamentar...
Calmamente, penetrando nas entranhas de nossa alma, deixemos Fernando Pessoa dialogar com o que existe de melhor em nós...

"Amemo-nos tranqüilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te tarda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."

Homem Medíocre

Publicado no Blog do Pedro Nelito em 7/03/2006.
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Aurea Mediocritas? por José Ingenieros

"Há uma hora em que o pastor ingênuo se assusta com a natureza que o envolve. A penumbra se espessa, a cor das coisas se reduz ao cinza homogêneo das silhuetas, a primeira umidade crepuscular levanta de todas as ervas um vapor de perfume, o rebanho se aquieta para dormir, o sino distante tange seu aviso vesperal. A impalpável claridade lunar se torna alva ao cair sobre as coisas, algumas estrelas de um arroio oculto nas brenhas parece falar de misteriosos temas. Sentado na pedra menos áspera que encontra à beira do caminho, o pastor contempla e se cala, inutilmente convidado a meditar sobre a convergência do lugar e da hora. Sua admiração primitiva não passa de espanto. A poesia natural que o envolve, ao refletir-se em sua imaginação, não se converte em poema. Ele é apenas um objeto, um quadro, uma pincelada; um acidente na penumbra. Para ele todas as coisas sempre foram assim e contuarão sendo, da terra que pisa até o rebanho que apascenta.
A imensa massa de homens pensa com a cabeça desse ingênuo pastor; não entenderia o idioma de alguém que lhe explicasse algum mistério do universo ou da vida, a evolução eterna do conhecimento, a possibilidade de aperfeiçoamento humano na contínua adaptação do homem à natureza. Para conceber uma perfeição é preciso um certo nível ético e é indispensável alguma educação intelectual. Sem isso, pode-se ter fanatismo e superstições; ideais, nunca.
Os que vivem abaixo desse nível e não adquirem essa educação permanecem sujeitos a dogmas impostos por outros, escravos de fórmulas paralisadas pela ferrugem do tempo. Suas rotinas e preconceitos parecem eternamente invariáveis; sua obtusa imaginação não concebe perfeições passadas ou futuras. O estreito horizonte de sua experiência constitui o inevitável limite de sua mente. Encontrarão nos outros uma fagulha capaz de acender suas paixões; serão possivelmente sectários. E não perceberão sequer a ironia dos que os convidam a se juntar em nome de ideais que podem seguir, mas não compreendem. Todo sonho seguido por multidões é pensado apenas pelos poucos visionários que são seus amos."

O texto acima nos revela de forma poética o quanto o ser humano tem que caminhar para alcançar uma vida decente, superando a miopia imposta pelas várias ideologias... que fetichizam a vida, carnavalizando-a...
É isso aí.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

OS CABELOS SE VÃO COMO AS ILUSÕES...

Post publicado em 26/02/2006.(http://www.blogdopedronelito.blogspot.com/)
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Coversando com o Cabeção (o meu amigo, lembram??!!), confesso que fiquei tristonho. O papo na hora do almoço foi mais um desabafo, o amigo supracitado iniciou a conversa dizendo que está assustado com o volume de cabelo que perdeu na última semana. Em tom nostálgico ele balbucia, "na semana passada quando me levantei da cama, percebi uns pêlos no travesseiro, aí meu irmão, falei pra mulher não deixar mas o cachorro pular na cama, porque ele tava deixando a cama cheia de pêlos... pô cara! o cachorro era eu. Olha só essas entradas, mas parecem avenidas..." Na ânsia de acalmá-lo, num tom bem sério, exortei-o à resignação, quem sabe aceitar a situação?! Afinal de contas perder os cabelos era como perder as ilusões... Acho que ele não ficou satisfeito com a "força" que eu quis lhe dar, lançou no ar alguns impropérios e resmungou outras palavras quase ininteligíveis... Alguma coisa dita com os dentes cerrados foi possível captar: peruca não é vergonha...

Arquivo do Kane!

Como o Blog do CitadinoKane já completou 4 anos, resolvi separar alguns posts antigos e republicá-los aqui.
Além dos posts antigos, irei tirar do meu baú livros e cds para compartilhar algumas informações.
Publicarei sobre os discos que escuto no carro e no meu cantinho de leitura.
Passado e presente dialogando rumo ao futuro.
Vem comigo!